Alexis/Vidal-dependência: “La Roja” não ganha há uma década se não marcar ou marcar golos

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Pouco resta da “Geração de Ouro” na seleção chilena. No entanto, esses poucos são fundamentais, basicamente porque continuam a formar a espinha dorsal da equipa.

No entanto, dos quatro no elenco atual, apenas dois foram capazes de começar na derrota de sexta-feira por 3-1 para o Uruguai no jogo de abertura das eliminatórias. Eles foram Gary Medel e Charles Aránguiz, que normalmente são bastante consistentes, mas que não tiveram sua melhor noite no Estádio Centenário.

Os outros dois não são apenas parte da base estrutural de La Roja, mas também suas estrelas indiscutíveis. São eles Alexis Sánchez e Arturo Vidal, cuja importância é evidente quer joguem ou não.

O “Rey” só precisou de 15 minutos em solo “charrúa” para ser o jogador mais destacado da seleção nacional. O “Maravilla” teve de ficar no nosso país e a seleção nacional quase não esteve perto do perigo.

Embora o jogador nascido em San Joaquín tenha gerado dúvidas nos amistosos sob o comando de Eduardo Berizzo, agora que é para os pontos, ele mais uma vez confirma que continua a ser fundamental. Contra a “Celeste”, ficou no banco por decisão técnica, apesar de estar a recuperar de uma lesão no joelho.

Ao mesmo tempo, o jogador não pôde viajar para o Uruguai devido a uma anemia. O Inter está chateado por ele não ter ficado lá para se recuperar, mas dada a urgência, tudo indica que ele será uma opção para a partida de amanhã contra a Colômbia no Monumental.

A presença de ambos os jogadores no jogo em Macul é essencial, dado o pouco peso que a seleção nacional mostrou em Montevideu. Os chamados para substituí-los ainda não estão à altura da tarefa, numa tendência que vai além das eliminatórias e das gerações.

No caminho para o Qatar 2022, a “Equipa de Todos” marcou 19 golos, dos quais mais de metade foram marcados pelo médio e pelo avançado, com quatro e seis, respetivamente. Este último foi também o principal autor de assistências, com três.

Para encontrar uma vitória chilena nas eliminatórias sem a participação de “King” ou “Maravilla”, seja no próprio gol ou na assistência, é preciso voltar ao distante 26 de março de 2013, há mais de uma década. No Nacional, foi 2-0 sobre a “Celeste”, com golos de Esteban Paredes e Eduardo Vargas, após descontos.

Desde então, já se passaram 42 jogos, 16 dos quais terminaram com vitórias, sem contar com a do secretariado contra a Bolívia. Em todos eles, Alexis ou Vidal participaram num golo.

Contra os colombianos, adversários de terça-feira, também têm sido decisivos em casa. No caminho para o Mundial do Qatar foi 2-2, com um golo para cada um, e no caminho para o Brasil 2014 foi 1-1, com um golo do “Rei”.

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